quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Dolina Água Milagrosa, Cáceres - MT

    A Dolina Água Milagrosa é uma manifestação impressionante de feição cárstica contrastando com lago de águas claras e com a vegetação mista. Belas feições são formadas pela dissolução das rochas carbonáticas, observáveis durante a descida do "buraco" e durante o mergulho no lago.

    A dolina ocorre ao sul de uma região conhecida como Província Serrana, que é uma unidade geomorfológica de relevos serranos alongados e dobrados, moldados em rochas carbonáticas e siliciclásticas. Essa região se estende desde de Cáceres até Paranatinga, passando por Nobres e Rosário Oeste, formando um arco com convexidade para noroeste, facilmente identificado nas imagens de satélite.

    Além da dolina, outras feições cársticas significativas na forma de cavernas, lápies, grutas, locas, sumidouros e ressurgências ocorrem na região. O fenômeno da ressurgência, por exemplo, ocorre no rio Salobra no distrito de Bom Jardim em Nobres, local de vários atrativos turísticos.

    As rochas calcárias e dolomíticas, abundantes na região, são explotadas para a produção de corretivo de solos, brita, cal e cimento.

    A caminho da dolina a partir de Cáceres, serras com afloramentos rochosos dominam a paisagem (fotos abaixo). Essas paisagens também são observadas da rodovia BR-070 próximo a Cáceres, especialmente na região da serra do Mangaval (fotos abaixo).

Como chegar

    De Cuiabá a Cáceres são cerca de 218 Km. Da área urbana de Cáceres até a sede da pousada da dolina são cerca de 20 Km, sendo cerca de 8 Km de estrada não pavimentada (ver mapa abaixo).

    A pousada oferece restaurante, banheiros, piscina e hospedagem. O custo para fazer a trilha até o lago da dolina é de R$ 15,00 por pessoa. Para fazer a trilha e mergulhar no lago por duas horas é R$ 60,00 por pessoa (dezembro de 2019), com direito a coletes salva-vidas, caiaques e "stand up paddle". O almoço é R$ 30 para quem paga o mergulho no lago.

    Da pousada até o início da descida da dolina são cerca de 830 m e o translado dos visitantes é feito pelo proprietário num trator. A descida da dolina é de baixa dificuldade, facilitada por uma escada de madeira ao longo de todo o trajeto.

    Explore o mapa abaixo para conhecer mais detalhes das trilha e os locais descritos ao longo do blog. Os ícones apontam fotos e detalhes do trajeto. Os dados vetoriais do mapa podem ser baixados (formato KML) e utilizados em aplicativos de celular com GPS como o "My Maps" do Google:

Legenda: ícones azuis com símbolo de foto: detalhes da trilha, cortes de estrada e paisagens com fotos; ícones verdes com símbolo de mina: mineração de dolomito; ícone amarelo com a letra P: estacionamento; ícone laranja com símbolo trilha: início da descida da dolina.


Detalhes da pousada Dolina Água Milagrosa, 28/12/2019.

Detalhes da trilha

Dolina Água Milagrosa

    A dolina Água Milagrosa localiza-se ao norte da Serra do Quilombo, uma serra alongada (cerca de 82 Km de extensão) e dobrada, uma anticlinal modelada em rochas carbonáticas (dolomitos com intercalações subordinadas de arenitos, siltitos e argilitos calcíferos com níveis de sílex, concreções silicosas e brechas dolomíticas).

    De acordo com o dono da pousada o fundo da dolina não é conhecido, mas mergulhadores chegaram até próximo de 200 m de profundidade. O nível da água oscila em vários metros para baixo na época seca e para cima na época chuvosa, podendo a dolina ser uma área de recarga (entrada) ou de descarga (saída) de água subterrânea.

Início da descida da dolina, 28/12/2019.


As 2 fotos acima: detalhes da trilha, descida da dolina, 28/12/2019.




As 4 fotos acima: detalhes da descida da trilha, 28/12/2019.


As 2 fotos acima: feições cársticas com espeleotemas (estalactites) próximo à cavidade (caverna) no horizonte da foto, 28/12/2019.

Feições cársticas com falhas abundantes na rocha, 28/12/2019.

 

As 3 fotos acima: detalhes do mergulho no lago com profundidade desconhecida, 28/12/2019.

Serra Ponta do Morro e Serra Morro

    A caminho da dolina, já no trecho de estrada de terra, a sul e a leste do local da dolina, as serras Ponta do Morro e Morro se destacam na paisagem (fotos abaixo). Estas apresentam relevo serrano alongado e dobrado em anticlinal, com topos aguçados e abundantes entalhes associados aos regimes fluvial e pluvial, moldados em rochas sedimentares (arenito, siltito, arcóseo, argilito e conglomerado), estas sobrepostas às rochas carbonáticas.

Serra Ponta do Morro




As 4 fotos acima: detalhes da Serra Ponta do Morro com afloramentos rochosos dissecados, 28/12/2019. 

Serra Morro

Vista da Serra Morro a caminho da dolina Água Milagrosa. Os afloramentos rochosos são dolomitos, 28/12/2019.

Mineração

    Na região próxima a Cáceres, pela rodovia BR-070, observar-se, aproximadamente ao centro da Serra do Quilombo, pedreira de calcário dolomítico para produção de corretivo de solos e brita (foto abaixo).

Detalhes do talude de mina a céu aberto de calcário dolomítico na Serra do Quilombo, 28/12/2019.

Serra do Mangaval

    A serra do Mangaval está cerca de 38 Km da área urbana de Cáceres, sentido Cáceres-Cuiabá. Ela se destaca pelos afloramentos rochosos nos cortes de estrada ao longo de um trecho de cerca de 6 Km pela rodovia BR-070. Observam-se arenitos, folhelho e siltitos brancos e róseos intercalando-se, estratificações plano-paralelo e cruzada com fraturas horizontais, e trechos basculados (fotos abaixo).




 Fotos acima: Afloramentos rochosos nos cortes de estrada na rodovia BR-070. Notar os estratos de arenitos, folhelhos e siltitos intercalados, alternância de cores (branco a rósea), estratificação plano-paralela com fraturas horizontais, 28/12/2019.

Província Serrana

    A BR-070 corta a parte sul da Província Serrana em Cáceres. A paisagem neste trecho é dominada pelos relevos serranos alongados com afloramentos rochosos, como as fotos abaixo:

As 2 fotos acima: vista da Serra da Campina. Os afloramentos rochosos são dolomitos da Formação Araras, 28/12/2019.

Morros com afloramento de rochas sedimentares da Formação Raizama, 28/12/2019. 

Dicas

    A água do lago é de temperatura agradável e límpida, sendo possível observar os peixes de fora da superfície da água, porém, deve-se evitar o uso de protetor solar e outras substâncias, pois pode afetar a qualidade da água e causar impacto ambiental.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Parque Estadual da Serra de Ricardo Franco - Vila Bela da Santíssima Trindade (MT)

    Além da imponência do relevo e das cachoeiras do Parque Estadual da Serra de Ricardo Franco (PESRF), a cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade se destaca pelo seu valor histórico. Com a descoberta do potencial aurífero na região do Rio Guaporé, os portugueses fundaram a capitania de Mato Grosso em 1752 (Vila Bela da Santíssima Trindade) tornando-se a primeira capital do Mato Grosso.

    Dentre os vários atrativos turísticos do parque, os descritos abaixo com fotos e vídeos são: as cachoeiras do Jatobá, Namorados, Cascatinha, Macaco e Cristal, além do cânion Lago Azul, um lugar com uma beleza incrível. Há várias outras cachoeiras e atrativos no parque, que não foi possível visitar.

    As rochas que moldam o relevo da serra Ricardo Franco são rochas metassedimentares de baixo grau muito antigas (formadas há mais de 1 bilhão de anos). Essas rochas de coloração predominantemente rosada realçam a beleza das piscinas naturais formadas ao longo dos rios, além de formarem paisagens singulares com grandes exposições rochosas com paredões e cânions formados por falhas geológicas e processos erosivos (ver fotos e vídeos abaixo). Tudo isso em meio a vegetação mista dos biomas Cerrado e Amazônia.

Como chegar

    A partir de Cuiabá são cerca de 522 Km até Vila Bela da Santíssima Trindade (município limítrofe da Bolívia a sul e a oeste), passando pelas cidades de Cáceres (218 Km de Cuiabá) e Pontes e Lacerda (444 Km de Cuiabá), as duas principais cidades ao longo do trajeto. As estradas são todas asfaltadas e encontram-se em bom estado de conservação (dezembro de 2019).

    O acesso às trilhas descritas no blog a partir da área urbana de Vila Bela é pela MT-199 (não pavimentada) e a distância até o início da trilha da cachoeira dos Namorados é em torno de 12 Km (ver detalhes no mapa abaixo). A trilha mais longa (cerca de 5 Km) é a da cachoeira do Jatobá (trilha de grau médio de dificuldade por ser a mais íngreme), por isso é recomendado ir acompanhado de um guia. Dependendo da quantidade de pessoas, o valor cobrado pelos guias pode variar de R$ 50,00 a R$ 100,00 por pessoa.

    A hospedagem em Vila Bela é restrita, pois os hotéis são de no máximo 2 estrelas. Então, para quem gosta de um pouco mais de conforto, há opções em Pontes de Lacerda (cerca de 80 Km de Vila Bela).

    Explore o mapa abaixo para conhecer mais detalhes das trilha e os locais descritos ao longo do blog. Os ícones apontam fotos e detalhes do trajeto. Os dados vetoriais do mapa podem ser baixados (formato KML) e utilizados em aplicativos de celular com GPS como o "My Maps" do Google:


Legenda: ícones azuis com símbolo de foto: detalhes da trilha com fotos; ícones vermelho com símbolo de cachoeira: cachoeiras de Jatobá, Macaco, Cristal, dos Namorados e Cascatinha; ícone azul com símbolo de explorador: início da trilha para cachoeira Cascatinha; ícones verdes com símbolo de estrela: piscinas naturais; ícones roxos com a letra P: estacionamento; ícone laranja com símbolo de torre: ruínas da catedral.

Valor histórico de Vila Bela

    A descoberta das riquezas minerais no início do século XVIII na região do Rio Guaporé apressou Portugal para povoar a região antes de seus vizinhos espanhóis. Os portugueses fundaram a capitania de Mato Grosso em 1752 (Vila Bela da Santíssima Trindade) tornando-se a primeira capital do Mato Grosso. Devido as dificuldades de povoamento (distância, doenças, falta de rotas comerciais) e o estabelecimento de um importante centro comercial em Cuiabá, acabaram forçando a transferência da capital, em 1835. Os moradores abandonaram a região deixando tudo para trás incluindo os escravos. São esses escravos que mantiveram a cidade e muitos de seus descendentes ajudam a mantê-la hoje, sendo uma das maiores comunidades quilombolas do estado.


Ruínas da catedral construída no período colonial em 1769 com pedra Canga e Adobe com arquitetura estilo Barroco, 26/12/2019.

Vista da serra Ricardo Franco a partir da ponte sobre o Rio Guaporé, que cruza a cidade de Vila Bela. Este rio meandrante pertencente à Bacia do Rio Amazonas. A área urbana de Vila Bela a leste do rio encontra-se toda contida na planície aluvionar deste, 26/12/2019.


As 2 fotos acima: detalhes da serra de Ricardo Franco com vista a partir da MT-199, 26/12/2019.

Detalhes das trilhas

1º Dia

    No primeiro dia visitamos a cachoeira dos Namorados e cachoeira Cascatinha, cujo acesso é pela mesma trilha. Para a cachoeira dos Namorados a distância é em torno de 1,6 Km sendo de dificuldade baixa a intermediária, pois é necessário atravessar curso d' água (córrego Telefone) algumas vezes. Para a cachoeira Cascatinha a distância é mais curta, em torno de 1,1 Km.

Cachoeira dos Namorados



As 2 fotos acima: detalhes da cachoeira dos Namorados, 26/12/2019.


As 2 fotos acima: paredões de rochas metassedimentares fraturados. Observar  as juntas horizontais, 26/12/2019.

Cachoeira Cascatinha




As 3 fotos acima: detalhes da cachoeira Cascatinha, 26/12/2019.

2º Dia

    No segundo dia visitamos de manhã as cachoeiras do Macaco, Jatobá e Cristal, sendo o acesso delas pela mesma trilha. A tarde visitamos o cânion Lago Azul. A distância até o ponto de observação da cachoeira do Jatobá é em torno de 5 Km a partir do início da trilha a pé e é o trecho mais desgastante por ser o mais longo e mais íngreme (somente o primeiro quilômetro). Após cerca de 2,9 Km de trilha, avista-se a cachoeira do Macaco de 2 pontos (ambos próximos). Do ponto de observação da cachoeira do Jatobá, percorrem-se cerca de 400 m na trilha até um ponto para um refrescante banho no córrego Arvaíde, cerca de 100 m à montante da cachoeira do Jatobá (ver fotos abaixo). A cachoeira Cristal fica cerca de 800 m do início da trilha (antes do trecho mais íngreme), onde visitamos no retorno da cachoeira do Jatobá.

Trilha para as Cachoeiras do Macaco, do Jatobá e Cristal

Início da trilha: detalhe de uma árvore curiosa que se movimenta, chamada de "palmeira que anda", espécie mais comum do Bioma Amazônico, 27/12/2019.


As 2 fotos acima: detalhes da trilha. Observar vegetação mista, contendo espécies dos biomas Amazônico e Cerrado, 27/12/2019.

Cachoeira do Macaco (1ª ponto de observação)


As 2 fotos acima: vista da cachoeira do Macaco - primeiro ponto de observação, 27/12/2019.



Cachoeira do Macaco (2ª ponto de observação)


As 2 fotos acima: vista da cachoeira do Macaco - 2º ponto de observação, 27/12/2019.

Feições Ruiniformes

    No decorrer da trilha observam-se feições ruiniformes nos metarenitos, resultado dos processos intempéricos e erosivos. Essas feições são mais pronunciadas no trecho da trilha entre a cachoeira do Macaco e do Jatobá.



As 3 fotos acima: feições ruiniformes das rochas metassidementares da Formação Fortuna, resultado do intemperismo físico e químico, e da erosão. Destaque para as árvores acunhando as rochas e a presença abundante de líquens, 27/12/2019. 

Cachoeira Jatobá

    A cachoeira do Jatobá possui 245 metros de queda, sendo uma das maiores do Brasil. A vista da cachoeira contrastando com os paredões rochosos fraturados avermelhados impressiona (ver fotos e vídeo abaixo). Após a contemplação da cachoeira no ponto de observação, percorrem-se cerca de 400 m na trilha até um ponto para banho no córrego Arvaíde, cerca de 100 m à montante da cachoeira (fotos abaixo).




As 3 fotos acima: detalhes da cachoeira do Jatobá. Reparar as pessoas sobre o topo da cachoeira no horizonte das fotos (aplique o zoom para discernir o tamanho real), 27/12/2019.


Para filmar toda a extensão a cachoeira é preciso deitar para projetar a cabeça e os braços para fora do penhasco, o que causa medo. Veja no vídeo.

Banho no córrego Arvaíde

Rochas metassedimentares esculpidas pela ação de processos intempéricos e erosivos a caminho do córrego Arvaíde, 27/12/2019.


As 2 fotos acima: beleza cênica da região da cachoeira do Jatobá, 27/12/2019.

Detalhe do topo da cachoeira do Jatobá, 27/12/019.


As 2 fotos acima: banho refrescante no córrego Arvaíde, cerca de 100 m à montante da cachoeira do Jatobá, 27/12/2019.

Cachoeira Cristal



As 2 fotos acima: detalhes da cachoeira Cristal. Não deu para dar nem um mergulho na cachoeira por falta de tempo, 27/12/2019.

Encontro dos córregos Arvaíde (cachoeira do Jatobá) e seu afluente sem denominação (cachoeiras do Macaco e Cristal)


Confluência do córrego Arvaíde (à direita da foto) com seu afluente sem denominação (à esquerda da foto), 27/12/2019.

Mesmo local da foto anterior. observar o contraste da água com a cor rosada das rochas, 27/12/2019.

Mesmo local das 2 fotos anteriores, 27/12/2019.

Trilha do Cânion Lago Azul e piscinas naturais

    O cânion Lago Azul localiza-se no córrego Arvaíde, cerca de 2,7 Km a jusante da cachoeira do Jatobá. A trilha para o cânion Lago Azul é próxima à trilha para a cachoeira do Jatobá. A trilha a pé se inicia num sítio que oferece almoço (nós almoçamos lá!) e o carro fica estacionado lá. A trilha tem cerca de 2 Km e é de nível de dificuldade baixa, pois é preciso atravessar o córrego Arvaíde apenas uma vez. A maior parte da trilha vai margeando o córrego Arvaíde e, em alguns locais ocorrem piscinas naturais paradisíacas (ver fotos abaixo).


As 2 fotos acima: piscina natural no córrego Arvaíde na trilha para o cânion Lago Azul (cerca de 1,2 Km do início da trilha), 27/12/2019.

Cânion Lago Azul

   O cânion Lago Azul é uma faixa estreita de cerca de 200 m e funda (em torno de 5 m de profundidade), que é preenchida pelas águas do córrego Arvaíde. O falhamento rochoso se acunhou mais nesse local, provocando um desnível visível à montante do cânion. É possível nadar através do cânion à montante e observar esse fenômeno (infelizmente não possuía máquina a prova d' água para registrar em fotos). À jusante do cânion forma-se piscina natural de águas rasas de cor azulada ou esverdeada dependendo da época do ano (ver fotos abaixo).


Detalhes da trilha: paredões rochosos próximo ao cânion Lago Azul, 27/12/2019.

Detalhes da piscina natural de cor esverdeada formada à jusante do cânion, 27/12/2019.


As 2 fotos acima: detalhes do cânion Lago Azul. Reparar a parte estreita no horizonte das fotos. A fissura se estende por cerca de 200 m e tem profundidade de 5 m, 27/12/2019.

Paredão rochoso fraturado com padrão de juntas horizontais, 27/12/2019. 

Dicas

    Reservar um dia só para fazer o passeio pelas cachoeiras Jatobá, Macaco e Cristal. Vale muito a pena gastar mais tempo nos banhos do córrego Arváide e na cachoeira Cristal.

    O cânion Lago Azul e as cachoeiras dos Namorados e Cascatinha dá para fazer em um dia (o cânion na parte da manhã e as cachoeiras a tarde por exemplo).

    É recomendado ir acompanhado de guia para quem não conhece as trilhas, especialmente a da cachoeira do Jatobá. O guia que nos acompanhou foi Alcindo (foto abaixo).

    Como o parque não oferece infraestrutura (banheiros, lanchonetes e refeitórios) é bom ir para as trilhas com água, alguma comida e um kit higiene (vai precisar usar o mato mesmo, caso necessário!).